Reflexão

"Se alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se:

amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic."

Um dia a lágrima disse ao sorriso: “Invejo-te porque vives sempre feliz”.

O sorriso respondeu: “Engana-se, pois muitas vezes sou apenas o disfarce da tua dor”.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Você já ouviu falar no ovo de indez?

 

A leitora Miriam Furtado de Moura nasceu em Piraúba, MG, e hoje mora em Brasília, DF. Ela comenta que, quando menina, acostumou-se a ouvir falar em ovo de indez, mas nunca entendeu seu significado.

De fato, Miriam, a expressão não é muito conhecida, sobretudo nas cidades maiores, No interior, porém, a maioria das pessoas sabe o que ela quer dizer. Vamos por partes — como diria o esquartejador...

Indez vem do latim indicii, ovo de chamariz.

É aquele que fica no ninho descoberto como chamariz para outras galinhas virem fazer postura. Antigamente, quando era hábito nas
casas haver um galinheiro, a galinha botava os ovos numa caixa com palhas, e quando as pessoas recolhiam os ovos, sempre deixavam um, o tal ovo de indez. Se a galinha põe ovos e alguém tira todos, ela não bota mais, ou muda de ninho. Quer dizer, o ovo de indez é deixado no ninho para a galinha continuar botando.

Com os canários, acontece coisa parecida. A fêmea coloca quatro ovos, um por dia. Até completar os quatro, eles são substituídos
por ovos de indez, para que o macho os choque, e nasçam todos ao mesmo tempo. O que é a Natureza . . . os pássaros sabem o
que é trabalhar em parceria, em plena igualdade dos sexos, coisa que, entre os humanos, tem provocado, ao longo dos tempos,
ranger de dentes, desavenças e até morte...

NOITE – Segundo a Mitologia, é a deusa das trevas, filha de Caos e a mais antiga das divindades — a que teria precedido todas as coisas. O escritor Guido Heleno, de Brasília, andou pesquisando mistérios que a palavra encerra e percebeu que, em idiomas europeus, a palavra noite é formada pela letra n + o número 8. N é o símbolo matemático do infinito e o 8 deitado também o simboliza. Ou seja, noite significaria, nesses idiomas, a união do infinito, a saber: em inglês, night = n+eight; em alemão, nacht = n+acht; em espanhol, noche = n+ocho; em francês, nuit = n+huit; em italiano, notte = n+otto e em português, noite = n+oito.
 
Entrar na noite é ingressar no indeterminado, onde se misturam sonhos, pesadelos, íncubos e súcubos. Símbolo do inconsciente, é no sono da noite que o desconhecido se libera, para descanso do corpo ou aflição da mente. Zzzzzz...

BOTÃO – Do francês antigo boton, hoje bouton, peça arredondada que, como você sabe, serve de fecho ou enfeite em roupas, feita de materiais como madrepérola, chifre, metal, madeira, plástico, etc., recoberta ou não de tecido. Em geral discóide, e com a face achatada ou abaulada.
 
Fixado com linha em seus orifícios, o botão une partes diferentes de uma peça de vestuário. Discreto ou chamativo, não pode faltar na roupa de um simples mortal. Sobre ele, duas curiosidades, a primeira: Frederico, o Grande, da rússia, ordenou que fossem pregados botões nas mangas dos uniformes de seus soldados, sabe por que? Pasme: para que eles deixassem de limpar o nariz nas mangas de seus casacos! Virou hábito e até hoje os paletós masculinos têm botões nas mangas — que não servem para abotoar coisa alguma. A outra curiosidade: por que era diferente, e ainda é, o modo de abotoar as roupas femininas e as masculinas? É que antigamente as mulheres se vestiam ajudadas pelas amas. Isso fazia com que, pela própria posição de quem ajudava, os botões estivessem no jeito contrário, ou seja, o botão sempre na mão direita, a mais habilidosa da mulher.
 
 A esquerda, apenas estendia o tecido para o encaixe do botão. Essa destreza na mão direita explica o hábito que se consagrou com o tempo. Hoje, quando tudo ou quase tudo é unissex e não há muita distinção nesse particular, os botões — e também os colchetes — deixaram de ser figurinha fácil, sobretudo nas costas das roupas femininas, dando lugar ao zíper. Isso privou muito sujeito galante de cumprir a deliciosa e hitchcokiana tarefa de desabotoar os muitos botões da roupa da mulher amada até despi-la, na seqüência amorosa que culmina nos folguedos de alcova...
Fonte: Prof. Gabriel C.de Oliveira
"O silêncio é, algumas vezes, mais eloquente do que os discursos."

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